Ser Habitante

Saberes e práticas cotidianas constroem nossas experiências de criar e dançar nesta cidade

 Este espaço é uma trama da experiência sensível de uma invenção poética aqui chamada de habitante-criadora, que se volta para cidade que habitamos no ato de investigar como os saberes e as práticas cotidianas constroem uma experiência em dança na cidade de Ananindeua/PA. A singularidade do pensamento etnográfico realizado neste percurso de achados, especialmente das trajetórias narradas no campo Ananindeuense, veio da partilha com um coletivo de artistas Habitantes-criadores da Casa Ribalta, implicados no terreno e apreendendo percepções próprias, sensações e compreensões sobre a cultura Ananindeuense. Consideramos que é pela corporeidade dos caminhos nas águas e terras que os habitantes-criadores se reconhecem e constroem diariamente sua dança tornando visíveis os movimentos cotidianos dos espaços onde habita.   

CASA RIBALTA: Espaço cultural na Cidade de Ananindeua/PA

A Casa Ribalta é um dos espaços culturais mais antigos da cidade de Ananindeua/PA, 

fundado em 1994 pela idealizadora do projeto Dona Marlene Andrade Ferreira, que inicialmente cedeu sua sala de estar para ensinar dança as crianças do bairro que tinham o desejo de ser bailarinas, logo o projeto tomou proporções maiores e toda a Casa foi tomada pela aprendizagem da arte. A direção da Casa é formada por uma tríade de mulheres, Marlene/Elizabeth/Mayrla, respectivamente Mãe/Tia/Filha, que se misturam num grande coletivo gerador da própria vida da casa. Hoje a Casa Ribalta abriga um coletivo de pesquisa em dança contemporânea chamado RIBALTA COMPANHIA DE DANÇA que em sua maioria é integrado pelos professores dos cursos de formação em dança da Casa Ribalta. E a Escola de dança Ribalta que integra crianças, adolescentes e jovens nos cursos livres de diversos estilos com enfase na formação em Dança Clássica e Dança contemporanea.  

[...] tenho a sensação que a Casa Ribalta é como um corpo recoberto por uma pele de muitas camadas coletivas, seus sons fazem vibrar corpos de uma sensibilidade e temperatura singular, como se a cada vivência mudasse seu ponto de contato e os caminhos periféricos ao seu entorno (FERREIRA, 2012, p.93). trecho da dissertação de mestrado DA CASA DE CONTATO A DRAMATURGIA DO CONTATO http://www.ppgartes.propesp.ufpa.br/dissertação/2010/MayrlaAndradeFerreira.pdf 

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Áreas de Cobertura

Ananindeua, Belém e Cidades do Estado do Pará